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mar 24, 2018

Vereador Victor Hugo Davanço quer cobrar ingresso em shows do aniversário da cidade

Em Cianorte, desde 2005, o aniversário da cidade (26 de julho) é comemorado com uma grande festa popular. Popular no sentido de ter uma programação voltada à coletividade, com os shows abertos ao público, sem a cobrança de ingressos, o que promove o acesso ao lazer para todos, em especial para famílias inteiras que, muitas vezes, se houvesse bilheteria, não teriam condições de desfrutar da ocasião. Recorrentemente, em entrevistas concedidas à imprensa local, o prefeito Bongiorno afirma que mantém o modelo implantado pelo ex-prefeito Edno Guimarães, pois sabe “da dificuldade que um pai de família teria para custear a entrada de seus entes em um único show, com impacto no orçamento da casa, imagine para acompanhar a programação inteira”.

No entanto, na última semana, durante a sessão da Câmara Municipal, o vereador Victor Hugo Davanço, valendo-se de uma enquete realizada em seu perfil de rede social, efetuou a leitura da Indicação Nº114/18, sugerindo a bilheteria. Segundo ele, “83% dos que se manifestaram disseram preferir que haja cobrança de ingressos”. Ocorre que, participaram da sondagem particular do vereador apenas 334 pessoas de seu círculo, ficando a pergunta: qual a representatividade dessa quantidade quando comparada à população total de Cianorte?

Além disso, será que o vereador levou em conta que, diferente da ExpoIngá, ExpoParanavaí e ExpoUmuarama, por exemplo, que são feiras organizadas por sociedades rurais, com função comercial, o aniversário de Cianorte é uma festa promovida pelo poder público para o povo? É comum as pessoas confundirem os festejos da cidade com a Expovest (Feira Exposição do Vestuário), que acontece na mesma época e até faz parte da programação, mas que é uma promoção do setor da confecção (Asconveste) e não da administração municipal.

Essa confusão se deve ao termo “Expo” e também leva a comparativos com as Feiras de Exposição Agropecuária da região, que têm shows com bilheteria. No entanto, são ocasiões bem diferentes.

Segundo justificativa do vereador, a arrecadação com bilheteria pagaria os shows e os recursos municipais seriam destinados “para minimizar as filas de espera de especialidades médicas”. Porém, quem acompanha as audiências públicas e prestações de contas da administração municipal sabe que cada área possui vinculações orçamentárias e gastos obrigatórios, estabelecidos qualitativamente e quantitativamente, sendo que, em Cianorte, os investimentos em saúde são realizados com percentuais que variam de 29% a 32%, que representam o dobro da exigência legal de aplicação exigida pela Constituição Federal, que é de 15%.

fonte: folha de cianorte

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