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fev 12, 2018

Tite escala time dos sonhos em Museu da Seleção, mas deixa ataque em aberto

Mais do que apenas treinador da seleção brasileira, Tite sempre foi um torcedor ferrenho do Brasil. Ainda criança, o pequeno Adenor acompanhava os jogos de Copa do Mundo e tinha o futebol como grande elo de ligação com o pai – um italiano duro – e o irmão. O amor só cresceu ao longo dos anos, assim como o envolvimento com a Seleção. Hoje, prestes a disputar o Mundial na Rússia, Tite tem a missão de montar a equipe que pode trazer o hexacampeonato. Durante visita ao Museu da Seleção, na sede da CBF, com o Esporte Espetacular, o treinador fez um exercício de escalar os maiores desde a conquista do tri, em 1970, até a do penta, em 2002. Só houve um “probleminha”: definir a melhor dupla de ataque.

Tite conversou com Felipe Andreoli (Foto: Reprodução Tv Globo)Tite conversou com Felipe Andreoli (Foto: Reprodução Tv Globo)

Tite conversou com Felipe Andreoli (Foto: Reprodução Tv Globo)

– O Ronaldo é impressionante. O Ronaldo Fenômeno. Nunca um adjetivo foi tão bem colocado. E fenômeno porque com velocidade, com drible, com finalização, box a box, bico a bico da área. Só o cabeceio dele que era meio (ruim). O Romário ali na caixinha não tinha jeito. Bebeto: capacidade de improviso impressionante. Careca foi o maior. A dificuldade de seguir o raciocínio dele, o que ele fosse executar, pela inteligência, a sintonia, era impressionante. Jairzinho, na conclusão, a força, o contato físico e acompanhava na linha de raciocínio também. Tostão se auto denominou o “facilitador da jogadas”, sempre tinha opção com ele. E Rivaldo, talvez o maior nome de 2002. Falei e não escolhi ninguém, vocês escolham – brincou Tite.

Nas as outras posições, o time ficou com Marcos e Taffarel para o gol. Leandro e Carlos Alberto Torres na lateral direita. Os zagueiros Juan e Oscar. Atuando como volantes, Tite escolheu Clodoaldo e Falcão. Roberto Carlos e Junior na lateral esquerda e no meio-campo o treinador prefere Pelé, Zico, Gerson e Rivelino. Mas, quando o assunto é atualidade, não tem como não falar de Neymar.

Tite durante a visita ao museu da CBF com o Esporte Espetacular (Foto: Marcel Lins)Tite durante a visita ao museu da CBF com o Esporte Espetacular (Foto: Marcel Lins)

Tite durante a visita ao museu da CBF com o Esporte Espetacular (Foto: Marcel Lins)

– Tive a felicidade de trabalhar com o Neymar agora e vou repetir o que eu disse: é um garoto que tem um coração desse tamanho. Só quem convive com ele sabe. Estou convivendo agora e é por isso que estou falando. E não estou falando depois de um ano e meio, assumindo a Seleção, necessitando de resultando e dando moral para o cara. Estou falando de forma conscienciosa. Há uma exposição muito grande e uma vez eu disse pra ele: “Neymar, quando tu assume uma posição no mais alto nível, vão ter pessoas que vão te amar, idolatrar, e você tem essa responsabilidade. Mas vão ter os invejosos, aquelas pessoas que vão procurar a cada situação, pegar o lado negativo. Tem que saber absorver isso. Não quer dizer que acertos e erros não aconteçam, por exemplo reclamar demais da arbitragem. Chamei ele e disse: “Está errado, você não pode fazer isso, tem que estar mentalmente forte. Deixa o árbitro e deixa o adversário, vai jogar. Com todo talento que tu tem, se reclamar da arbitragem, sabe o que os caras vão fazer? Eles vão ver que tu reclamou e aí, o cara, que te bateu, e o árbitro, que não deu, vão estar isentos do erro e vão passar batidos”.

Além disso, Tite também destacou dois momentos do time do Brasil que marcaram a sua vida: o trabalho de Carlos Alberto Parreira no tetracampeonato, em 1994, e a boa safra de talentos que a Seleção teve em 2002, no penta.

– Enaltecendo o trabalho de um técnico, sem desmerecer outros tantos, foi dos títulos que eu vi, a partir de 1970, onde a organização da equipe, através do Parreira, foi fundamental para a equipe ser campeã. Se nós pegarmos as gerações individuais, 2002 tem uma geração de talentos impressionante, quando pega Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho, Rivaldo, jogando o seu melhor. Muito mérito do Ronaldo Fenômeno ser recuperado dentro da Seleção, mas jogando no mais alto nível. Tem Roberto Carlos, Cafu… A equipe de 2002 tem valores técnicos individuais impressionantes.

Confira abaixo os escolhidos por Tite no time dos sonhos de 1970 a 2002:

  • Goleiros: Marcos e Taffarel
  • Laterais-direitos: Leandro e Carlos Alberto Torres
  • Zagueiros: Juan e Oscar
  • Laterais-esquerdos: Junior e Roberto Carlos
  • Volantes: Falcão e Clodoaldo
  • Meio-campistas: Pelé, Gerson, Rivellino e Zico

FONTE: GLOBO ESPORTE

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