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jan 11, 2019

‘Prato feito’ brasileiro tem tamanho exagerado e excesso de calorias

Os restaurantes brasileiros que vendem prato feito estão exagerando no tamanho das porções – e, consequentemente, na quantidade de calorias. Essa é uma das conclusões da seção brasileira de um estudo internacional que analisou o valor calórico de refeições vendidas por restaurantes populares de seis países, publicada no British Medical Journal recentemente.

“A nossa conclusão é que precisamos prestar atenção na quantidade de alimento que ingerimos, não só no fast food, mas também em restaurante que serve refeição completa, o PF”, explica Vivian Suen, pesquisadora responsável pelo estudo no Brasil e professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. A pesquisa contou com apoio da Fapesp.

O resultado de comer mais calorias que o necessário, diz Suen, pode ser ganho de peso e obesidade.

Os PFs brasileiros são grandes, calóricos e com pouca qualidade nutricional, diz pesquisadora da USP de Ribeirão Preto – Foto: FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DA USP

As análises mostraram que uma refeição brasileira, sem bebida e sobremesa, contém em torno de 1200 kcal – sendo que quatro opções analisadas tinham mais de 1600 kcal. O NHS, o serviço de saúde pública do Reino Unido, recomenda que um homem adulto ingira 2500 kcal por dia e uma mulher adulta 2000 kcal.

Assim, os PFs brasileiros têm cerca de metade da necessidade calórica diária de um homem adulto e 60% de uma mulher adulta.

“Se você comer 1200 kcal no almoço, 1200 kcal no jantar, além de café da manhã e outras refeições ao longo do dia, você vai ultrapassar as calorias recomendadas”, calcula Vivian. “Ao longo de um ano, 300 kcal a 400 kcal a mais que o necessário todos os dias, sem aumentar a quantidade de atividade física, pode significar alguns quilos a mais”.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a quantidade de calorias recomendada varia de pessoa para pessoa, levando em conta seu estilo de vida, saúde, e mesmo o padrão das refeições ao longo do dia. Assim, o tamanho do PF pode não ser um problema para uma pessoa com um alto gasto calórico (por exemplo, um trabalhador que faça muito esforço físico ou um praticante de esportes) ou que coma muito apenas no almoço e compense com outras refeições menores.

“Se a pessoa comer mais que o indicado no almoço, mas não estiver ganhando peso, está ok”, fala Suen.

Já para a média da população, a recomendação é pedir para os restaurantes diminuírem o tamanho das porções – principalmente a quantidade de arroz. Caso não seja possível, vale dividir o prato com outra pessoa ou mesmo embrulhar o restante e levar para casa.

Os PFs e fast foods analisados no estudo

Para fazer o estudo, os pesquisadores visitaram restaurantes em Ribeirão Preto e compraram os dois pratos mais vendidos em cada local. Todos eles eram formados pelo clássico arroz com feijão, carne e salada, com acompanhamentos diversos. Também compraram lanches e salgados fast food. Em seguida, a comida foi levada para o laboratório para análise da quantidade calórica.

O PF mais calórico pesava nada menos que um quilo. Além do arroz e feijão, tinha frango à parmegiana, macarrão alho e óleo, mandioca frita e farofa. No total, 2013 kcal – mais do que o total recomendado para uma mulher ao longo de todo o dia.

Já um dos PFs menos calóricos tinha 700 gramas e 790 kcal, composto de arroz, feijão, frango grelhado, legumes cozidos e ovo frito. É bem menos que um pão de batata analisado, recheado com requeijão, presunto e bacon, com 333 gramas e 1120 kcal.

fonte: bandab

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