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jun 15, 2019

Pai e filha se formam juntos na faculdade em Sorocaba: ‘Experiência excelente’

Ver o filho se formar em um curso superior é o sonho de muitos pais. Pegar o diploma junto com ele então é uma conquista em dobro. Foi o que aconteceu com os moradores de Sorocaba (SP) Karine Capalbo, de 23 anos, e Noredino Capalbo, de 48. Pai e filha foram colegas de classe e concluíram o curso de Direito juntos.

Júnior, como é conhecido Noredino, conta que ao começar o curso de Direito já era formado em Processos de Produção, Matemática e estava cursando o último ano de Engenharia de Produção.

“Mudei para o Direito para incentivar a Karine, minha filha. Fizemos vestibular juntos e deu certo. Minha filha mais velha, Micheli, já estava cursando o terceiro ano de Direito na mesma instituição. Então, por dois anos estivemos nós três juntos na vida acadêmica”, explica.

Para Karine, o incentivo do pai deu certo. “Em 2014, meu pai se inscreveu no vestibular antes de mim e me convidou para fazer junto com ele. No momento, eu estranhei o fato, mas vi que seria algo bom e gratificante para nós dois”, comenta.

A jovem lembra que prestava vestibulares desde o Ensino Médio para treinar junto com a irmã.

“Desta vez, fiz com o meu pai e deu certo. Durante dois anos, eu, meu e pai e minha irmã permanecemos na mesma faculdade, enquanto ela terminava o curso. Iniciamos a graduação e hoje, com muito esforço, concluímos”, revela.

Júnior se inscreveu no vestibular para incentivar a filha Karine — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoalJúnior se inscreveu no vestibular para incentivar a filha Karine — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

Júnior se inscreveu no vestibular para incentivar a filha Karine — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

Colegas de classe

Júnior e Karine afirmam que a relação entre pai e filha só melhorou após os dois se tornarem colegas de classe.

“Até os professores estranhavam o fato de estarmos na mesma sala. Era engraçada a reação das pessoas quando viam eu chamar meu pai de pai na faculdade, mas, com o tempo, isso se tornou algo normal”, lembra.

Devido à amizade que tem com o pai, Karine explica que o processo de criar uma relação com ele no dia a dia da faculdade aconteceu de maneira natural. “Acima de tudo, nós éramos colegas de turma e não somente pai e filha”.

Durante os cinco anos de curso, Júnior e Karine passaram por vários momentos engraçados juntos. O mais marcante aconteceu no primeiro dia de aula.

Pai e filha se formam juntos na faculdade em Sorocaba — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoalPai e filha se formam juntos na faculdade em Sorocaba — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

Pai e filha se formam juntos na faculdade em Sorocaba — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

“Nosso professor fazia a apresentação dos alunos. Quando contei que estava na mesma sala que meu pai, ele disse que este era o fato mais inusitado que já tinha visto em anos de magistério, que nunca tinha visto antes pai e filha na mesma sala da faculdade”, conta Karine.

De acordo com a jovem, o orgulho pelo pai só aumentou por conta da coragem dele de se reinventar e procurar outra profissão.

“Posso dizer que o Direito uniu ainda mais a nossa família, nos fez conhecermos profissionais incríveis e nos encantarmos com as profissões que abrangem a graduação. A experiência foi excelente, melhor do que imaginávamos. Sempre tivemos uma boa relação na nossa família e isso se aprimorou”.

Os estudos para as provas também eram feitos em conjunto, assim como alguns trabalhos em dupla.

“Porém também tínhamos nossos colegas de turma. Então, algumas vezes optávamos por realizar trabalhos em sala com nossos colegas normalmente”, continua a jovem.

Pai e filha cursaram cinco anos juntos no ensino superior — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoalPai e filha cursaram cinco anos juntos no ensino superior — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

Pai e filha cursaram cinco anos juntos no ensino superior — Foto: Karine Capalbo/Arquivo pessoal

Aprovação dupla

Para completar, os dois foram aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após a colação de grau.

Karine foi aprovada no início do ano e Júnior foi aprovado na 1ª fase do exame, realizando a 2ª fase no mês de janeiro. Em conjunto com a faculdade, ele cursou pós-graduação em Direito do Trabalho e em março deu início a outra pós-graduação em Direito Processual Civil.

“Foi emocionante ter meu pai não só me assistindo na colação de grau, mas me acompanhando e fazendo parte deste momento comigo. Fiquei muito honrada e feliz em ver a persistência e a coragem dele em percorrer os cinco anos de graduação e chegarmos ao fim desta etapa juntos e unidos”.

FONTE: GLOBO

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