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out 08, 2020

Número de casos de estelionato contra idosos no Paraná aumentou 157% no 1º semestre de 2020, diz Sesp

O número de ocorrências de estelionato contra idosos no Paraná aumentou 157% no 1º semestre de 2020 na comparação com o mesmo período no ano passado, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (Sesp).

Entre janeiro e junho deste ano, segundo a Sesp, foram 3.807 casos; enquanto no 1º semestre de 2019 foram 1.477 ocorrências. Ou seja, foram 2.330 casos a mais.

‘Veste um santo e desveste outro’

Um idoso, que preferiu não se identificar, caiu na lábia dos golpistas. Ele precisava de um empréstimo e acabou depositando mais de R$ 1 mil como condição para que o dinheiro fosse liberado.

Só depois descobriu que todo o procedimento se tratava de um golpe.

“A necessidade para quitação de outras dívidas. Aquele conhecido veste um santo e desveste outro, né”, relatou o idoso.

Levantamento da Febraban

Casos como o dessa vítima se tornaram mais frequente na pandemia. O número de golpes financeiros contra idosos aumentou 60% nesse período em todo o Brasil, conforme um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Com a recomendação de usar cada vez mais os canais digitais, o número de acesso a essas plataformas cresceu e muito na pandemia.

Mas, nem todo mundo está acostumado a usar os sistemas. Por isso, em um determinado momento pode acabar cometendo um descuido.

De acordo com a Febraban, a maioria dos casos podeira ser evitada.

Em 70% das fraudes, são os próprios clientes que fornecem senhas e dados pessoais para os estelionatários. Dessa maneira, eles têm tudo o que precisam para efetivar o golpe.

“A grande estratégia é se valer da falta de informação do cliente ou da ingenuidade. Aí eles buscam convencer o cliente de que estão falando com o banco ou alguma central de segurança, levando esse cliente a executar o que os bancos jamais pedem como, por exemplo, retirar um cartão na sua casa ou pedir para que você faça uma transação. Durante a pandemia, não só idosos, mas as pessoas estão em casa, mais facilmente localizáveis, foi um momento oportuno para o fraudador”, afirmou o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, AdrianoVolpini.

Os golpes

Entre os golpes que mais cresceram, estão os que envolvem envios de e-mail que carregam vírus ou links e fazem com que o usuário acesse sites falsos.

O golpe do motoboy também teve alta de 65% no país. Nesse caso, os criminosos se passam por funcionários dos bancos para trocar o cartão que teria sido clonado. Mas, esse serviço não existe e também faz parte da abordagem criminosa dos estelionatários.

Alerta

Uma campanha da Febraban alerta os clientes para não passarem por esse tipo de situação.Veja as dicas:

  • Os bancos nunca ligam pedindo a senha, nem o número do cartão
  • Desconfie se alguém pedir para você uma transferência ou qualquer tipo de pagamento
  • Não receba ninguém em casa que esteja se passando por funcionário do banco ou prestador de serviço
  • Diante de qualquer dúvida, busque ajuda em uma agência ou ligue para o gerente que é responsável pela conta

“O cuidado, essa perspicácia durante o uso dos canais digitais, é muito importante. Os canais dos bancos, aplicativos e internet são extremamente seguros. São testados. Os bancos investem R$ 2 bilhões por ano para proteger essas aplicações, logo o cliente ao tomar esses cuidados vai ter uma possibilidade de realizar de uma forma muito tranquila suas transações, sem qualquer problema. Mas, é muito relevante que tenha essa perspicácia de duvidar ou desconfiar”, afirmou Volpini.

FONTE: G1 Paraná.

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