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Economia

ago 09, 2019

‘Já falei que não existe CPMF’, diz Bolsonaro sobre suposta volta do imposto

O presidente Jair Bolsonaro negou nesta sexta-feira (9) que o governo esteja intencionado a recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Bolsonaro deu a declaração em entrevista a jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, ao ser questionado sobre a proposta em estudo pelo governo para a recriação do imposto.

“Já falei que não existe CPMF. O que ele quer mexer, tudo proposta, não vai depois dizer lá na frente que eu recuei, tudo é proposta. Nós queremos facilitar o imposto de renda, aumentar a base, acabar com algumas deduções, diminuir o imposto máximo de 27,5%, diminuir um pouco. Essa que é a ideia”, disse Bolsonaro.

Pela proposta de reforma tributária em elaboração pelo Ministério da Economia, essa contribuição seria criada para compensar a desoneração da folha de pagamento em todos os setores da economia. O novo tributo teria entre 0,5% e 0,6% sobre as movimentações financeiras.

Segundo o colunista do G1 Gerson Camarotti, integrantes da equipe econômica do governo já foram alertados por deputados de que haverá forte resistência no Congresso para a aprovação de uma contribuição sobre pagamentos e movimentações financeiras semelhante à antiga CPMF.

Ainda durante a campanha, Bolsonaro negou que pretendia recriar o imposto que incide sobre movimentação financeira.

A CPMF foi extinta em 2007 depois de uma grande campanha contrária de empresários e setores da sociedade civil.

Imposto sobre pagamentos e recebimentos

O governo já anunciou a intenção de instituir um tributo eletrônico sobre pagamentos e recebimentos – que abrangeria todas as movimentações financeiras, semelhante à extinta CPMF.

A ideia seria colocar esse novo tributo no lugar da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos, que seria extinta, para estimular o emprego no país.

O assunto foi tema de evento em São Paulo, nesta quinta-feira (8), com a equipe econômica do governo. Durante o evento, o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmou que uma reforma tributária deve ser aprovada até o fim do governo Bolsonaro.

Segundo ele, o projeto a ser apresentado será composto de um tripé: alteração no imposto de renda para pessoas físicas e jurídicas, desoneração da folha de pagamento e criação de um imposto para reunir tributos federais como PIS, Cofins e o IOF.

Isenção de IR

Bolsonaro também foi questionado sobre isenção de imposto de renda para quem recebe até cinco salários mínimos. Ele disse que a medida seria boa.

“Falei durante a campanha, sim, tinha conversado com o Paulo Guedes. Vou continuar batendo nesta tecla, porque acho que quem ganha até cinco [salários] mínimos em grande parte, quase todo mundo tem o imposto retornado para eles, se a gente puder facilitar a vida deles. Seria muito bom no meu entender”, declarou o presidente.

Tabela

O presidente foi perguntado se está tratando com a equipe econômica do governo sobre a correção da tabela do imposto de renda (IR) pela inflação. Bolsonaro defendeu a medida.

“Isso eu já falei com eles. Pelo menos corrigir de acordo com a inflação, porque não passou a ser Imposto de Renda, passou a ser redutor de renda. Queremos mostrar que dá para fazer diferente, sabendo das dificuldades que o Brasil atravessa”, afirmou.

EUA dão sinal verde para Eduardo Bolsonaro assumir embaixada do Brasil em Washington
Bom Dia Brasil
fonte: globo

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EUA dão sinal verde para Eduardo Bolsonaro assumir embaixada do Brasil em Washington

EUA dão sinal verde para Eduardo Bolsonaro assumir embaixada do Brasil em Washington

Eduardo Bolsonaro embaixador

Bolsonaro disse, ainda, nesta sexta não ter pressa para formalizar ao Senado a indicação de um dos filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), para o posto de embaixador do Brasil em Washington.

O presidente fez a declaração após o governo dos Estados Unidos conceder o aval para que Eduardo represente o Brasil no país (veja no vídeo acima). O governo norte-americano respondeu de forma positiva ou pedido de agrément feito pelo Brasil.

“Não tem tanta pressa, não. Pode ser segunda-feira, terça-feira. O Eduardo que decide, traz para mim o papel que a gente assina”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou ainda que recebeu uma carta escrita à mão do presidente Donald Trump, porém não divulgou o conteúdo da mensagem.

“Recebi, não posso falar porque é do próprio punho. Se o Trump autorizar fico muito feliz em divulgar, muito feliz. Até porque o estilo dele é muito parecido com o meu”, disse.

Procuradoria-Geral da República

Bolsonaro informou na entrevista que só deverá definir o nome do futuro chefe do Ministério Público Federal (MPF) no final da próxima semana. Durante a semana, o presidente disse que faria a escolha na segunda-feira (12).

“Passamos talvez para sexta-feira da semana que vem. … É uma escolha muito importante. Todo mundo ta no páreo, tem uns 80 no páreo”, declarou.

Bolsonaro já afirmou que tem pelo menos cinco nomes na disputa com maiores chances, entre os quais, a atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O subprocurador Augusto Aras e o procurador Lauro Cardoso, com formação militar, também constam entre os cotados.

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