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jan 10, 2018

Grupo Brasil Pharma ajuíza pedido de recuperação judicial

Brasil Pharma, um dos maiores grupos de varejo farmacêutico do país, ajuizou pedido de recuperação judicial depois de não conseguir resolver seus problemas financeiros extrajudicialmente, informou o grupo em fato relevante nesta quarta-feira (10).

Unidade da Farmais no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: Reprodução/Facebook)Unidade da Farmais no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: Reprodução/Facebook)

Unidade da Farmais no Aeroporto de Guarulhos. (Foto: Reprodução/Facebook)

O pedido do grupo, criado em 2009, foi ajuizado na terça-feira na comarca da capital paulista.

Fazem parte do grupo as empresas:

  • Drogarias Farmais S.A
  • Farmais Produtos S.A
  • Drogaria Amarilis S.A
  • Sant’ana S.A Drogaria Farmácias
  • Distribuidora Big Benn S.A
  • Rede Nordeste de Farmácias S.A
  • Nex Distribuidora de Produtos Farmacêuticos S.A
  • Brasil Pharma Promotora de Vendas Ltda
  • Brasil Pharma Fidelidade Ltda

De acordo com o fato relevante do grupo, entre os motivos de sua crise econômica-finaceira estão “a crise que afetou o Brasil nos últimos anos”, “resultando, consequentemente, em um declínio no volume de vendas” e as “inúmeras regulamentações que impõem, por exemplo, o controle de preços sobre a maioria dos produtos comercializados”.

No ano passado, o grupo afirma ter feito uma nova captação de recursos no valor de R$ 511 milhões em janeiro e de R$ 400 milhões em abril. O credor é o banco BTG Pactual.

Atualmente, o grupo afirma possuir 288 lojas espalhadas por todo o país, 430 franquias e mais de 4.500 funcionários.

“Durante a recuperação judicial o grupo Brasil Pharma, a companhia, suas subsidiárias, controladas e demais empresas do grupo concentrarão seus máximos e melhores esforços para preservar suas atividades comerciais e operacionais e assim cumprir com seus compromissos e obrigações”, disse a empresa em fato relevante.

Prejuízo

A empresa registrou prejuízo de R$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre de 2017, sete vezes superior ao mesmo período do ano passado. A redução nas vendas, com desabastecimento, e baixas de ativos intangíveis das bandeiras Santana e Big Ben, no valor de R$ 815 milhões, justificam as perdas no período, bem como o patrimônio líquido negativo de R$ 1,15 bilhão.

FONTE: GLOBO NOTICIAS

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