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mar 25, 2020

Bolsonaro defende isolamento parcial e ataca Congresso após ser criticado;

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve nesta quarta-feira (25) o tom adotado em seu pronunciamento da véspera sobre a crise do novo coronavírus, criticou medidas tomadas por governadores de restrição de movimentação de pessoas e defendeu o isolamento apenas para aqueles do chamado grupo de risco, como idosos e portadores de comorbidades.

“Vou conversar com ele [Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde] e tomar a decisão. Cara, você tem que isolar quem você pode. Você quer que eu faça o quê? Eu tenho o poder de pegar cada idoso e levar para um lugar? É a família dele que tem que cuidar dele no primeiro lugar”, afirmou o presidente, em entrevista em frente ao Palácio da Alvorada, a residência oficial.

Ele voltou a falar que as ações de governadores prejudicam a economia e podem criar um ambiente de caos no país, o que, segundo ele, pode gerar saques a supermercados e instabilidade democrática. Ele citou a esquerda e deu os protestos do Chile como exemplo.

“O que precisa ser feito? Botar esse povo para trabalhar, preservar os idosos, preservar aqueles que têm problema de saúde. Mais nada além disso. Caso contrário o que aconteceu no Chile vai ser fichinha perto do que pode acontecer no Brasil”, declarou. “Se é que o Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês [imprensa] tanto defendem”.

Ao ser questionado sobre o tema, o presidente disse que o risco de um rompimento democrático viria da esquerda, que segundo ele pode se aproveitar da situação. “Não é da minha parte não, fique tranquilo”. Bolsonaro afirmou ainda que, se a economia colapsar, não haverá recursos para o pagamento de servidores públicos. “O caos está aí, na nossa cara”.

Duro com governadores

Os termos usados pelo presidente para se referir a governadores e prefeitos que têm investido na restrição de movimentação -como o fechamento de comércio e divisas estaduais- foram duros.

Ele declarou que “alguns poucos governadores e prefeitos” estão cometendo “um crime”, “arrebentando com o Brasil e destruindo empregos”. Para Bolsonaro, Doria e Witzel fazem “demagogia barata” para se colocarem como “salvadores da pátria” e “esconder problemas”. Ele arremeteu e disse que, depois, não adianta os líderes estaduais pedirem GLO (Garantia da Lei e da Ordem) ao governo federal para conter problemas em seus territórios.

“Eu queria que ele [o coronavírus] não matasse ninguém, mas outros vírus mataram mais do que esse e não teve essa comoção toda”, declarou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que seu apelo para que o país volte à normalidade está alinhado à estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O americano defendeu recentemente o fim das medidas de isolamento em seu país até a Páscoa.

 

fonte: bandab

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