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jun 17, 2020

As voltas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi e a inatividade de Neymar

Neymar começou a temporada tentando fazer de tudo para atrapalhar o Paris Saint-Germain. Queria voltar ao Barcelona ou até mesmo desembarcar no Real Madrid. O plano fracassou. No fim das contas, o jogador mais caro da história é quem pode terminar a temporada prejudicado implacavelmente pelo clube francês. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estão de volta às competições. Neymar? Só os deuses da bola sabem (ou nem eles) em meio ao impacto da pandemia do novo coronavírus no calendário do futebol mundial.

Em 2015, o atacante brasileiro estabeleceu a melhor temporada pessoal na Europa. Foi artilheiro da Uefa Champions League ao lado de Cristiano Ronaldo e de Lionel Messi com 10 gols cada um. Esteve perto de quebrar a alternância Do português e do argentino no poder. Terminou em terceiro lugar na votação do prêmio de melhor do mundo. Indicativo de que evoluiria. Só que não. Surpreendentemente, Modric foi quem interrompeu a sequência de 10 anos de Cristiano Ronaldo ou Messi no topo.

Cinco anos depois, a pandemia virou a temporada do Neymar de ponta-cabeça. O atacante forçou a saída do PSG. Sem acordo com Barcelona e Real Madrid, permaneceu em Paris constrangido, a contragosto, mas estava em excelente fase. Até março, era cotado até para brigar pelo prêmio de melhor do mundo. Tinha 18 gols em 22 jogos antes da paralisação do futebol. Parte da crítica europeia o  considerava o melhor do mundo naquele momento.

Como se não bastasse o Campeonato Francês ter sido encerrado com base numa média de pontos questionada, o PSG não tem o que fazer a não ser aguardar treinando pela definição dos outros quatro classificados para as quartas de final. Aí, sim, entrará em campo novamente na fase de mata-mata. Apenas PSG, RB Leipzig (Alemanha), Atalanta (Itália) e Atlético de Madrid (Espanha) carimbaram vaga antes da pandemia. A Bundesliga, a Serie A e Lá Liga estão de volta. A Ligue 1 só na temporada 2020/2021. Pior para o PSG e Lyon, que seguem vivos na Champions. A intensidade da trupe de Thomas Tuchel nas oitavas indicava que o PSG chegaria forte à fase seguinte. Hoje, não mais.

 

Neymar não disputa partida oficial desde 11 de março na vitória por 2 x 0 sobre o Borussia Dortmund. Como o Campeonato Francês foi encerrado, o atacante terá de esperar a Uefa se pronunciar sobre a data para retomada da Champions League

 

Três meses depois do triunfo por 2 x 0 sobre o Borussia Dortmund, o PSG ensaia um desmanche. O zagueiro Thiago Silva já sabe que não continuará no clube. Edinson Cavani também sairá. Ao que tudo indica, o ambiente não é mais o mesmo. Nem o comprometimento, talvez.

Neymar foi contratado por 222 milhões de euros com a missão de mudar o patamar do PSG. Na prática, isso significa levar o clube ao inédito título da Champions League. É o que resta a ele e aos companheiros na temporada. Porém, os concorrentes alemães, espanhóis, italianos e ingleses chegarão à próxima etapa com o ritmo de competição que faltará demais ao PSG. O Bayern Munique está voando. Barcelona, Real Madrid, Manchester City, Juventus ainda dependem do jogo de volta para avançar na Champions, mas estão bem à frente dos inertes PSG e Lyon.

A sorte virou. Se antes da pandemia o caminho se mostrava aberto para Neymar devolver o PSG no mínimo às semifinais, como conseguiu Raí na temporada de 1994/1995; a projeção pós-pandemia é terrível para o clube. O PSG estará descansado em relação aos concorrentes, verdade. Entretanto, a falta de ritmo de competição tem tudo para pesar.

O projeto pessoal de Neymar nunca esteve tão ameaçado. Deixar o clube ao término da temporada sem cumprir a missão de mudar o patamar do PSG é uma realidade que tem tudo para ser cobrada para sempre do jogador mais caro da história do futebol.

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