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dez 07, 2017

Inadimplência diminui mais de 10% em Cianorte na média mensal

Os números divulgados pela Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (Acic) com base no banco de   dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que os cianortenses estão se endividando menos   em 2017. Na comparação com o ano anterior, a média mensal de pessoas incluídas no cadastro de   inadimplentes caiu 13,17% de janeiro a novembro, passando de 835 em 2016 para 725 neste ano.

Nos primeiros seis meses do ano a queda da média mensal foi ainda maior, passando de 925 para 761, o que   significa – 17,72%. Em 2016, de janeiro a junho, 5.552 pessoas foram incluídas no cadastro de inadimplentes   do município e 3.469 limparam o nome. No mesmo período deste ano, o número de endividados foi de 4.566 e   a quantidade de pessoas que se livraram das dívidas foi maior do que no ano passado: 3.844.

De acordo com o vice-presidente da Acic para promoções e eventos, Luiz Sérgio Castardo, é comum observar   uma alta na inadimplência nos primeiros meses do ano porque os consumidores acumulam dívidas de impostos,   gastos com o ano escolar e ainda as compras de final de ano. “Em 2017, os empresários restringiram a venda a  prazo por segurança, em razão do momento econômico do país, e isso acabou refletindo na inadimplência,   que diminuiu”, explicou.

O gerente de vendas de uma loja de móveis de Cianorte, Wilson Blaszak, explica que a postura dos
consumidores mudou. “De uns tempos para cá nós temos percebido que a maioria das pessoas busca comprar à   vista ou no cartão de crédito, para fugir dos juros do crediário, que era a modalidade de pagamento preferida  antigamente. Os consumidores tomaram consciência dos juros elevados e preferem não correr o risco de  assumir dívidas”, disse.

CENÁRIO NACIONAL

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que  os principais causadores da inadimplência dos brasileiros são os cartões de loja e os empréstimos. Em cada   dez inadimplentes que possuem cartões de loja, oito (80%) se encontram nessas condições porque atrasaram a   conta. Em 2016, o percentual de atrasos com essa modalidade de crédito era de 73%. A segunda modalidade   de crédito que mais gera negativação de CPF são os empréstimos em bancos ou financeiras: 65% dos   entrevistados que têm esse tipo de compromisso ficaram com o “nome sujo” em decorrência de atrasos em  suas parcelas. Nesse último caso, houve uma queda de 10 pontos percentuais na comparação com o ano   passado.

Em seguida, entre os principais “vilões da inadimplência” estão cartão de crédito (65%), cheque especial  (64%), crediário (60%), cheque pré-datado (51%), financiamento de automóvel ou moto (50%), crédito   consignado (38%), financiamento da casa própria (27%) e mensalidades escolares (24%).

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, por mais que a economia brasileira comece   a dar sinais de melhora, a vida financeira do brasileiro ainda não se encontra em situação confortável. “O   desemprego está estável, mas elevado e, a renda segue menor do que nos anos anteriores à crise. Com   orçamento curto, o brasileiro se depara com dificuldades para pagar as dívidas. Por isso é preocupante que as  dívidas bancárias se posicionem entres os primeiros colocados porque a incidência de elevados juros por  atraso faz com que essas dívidas cresçam de maneira acelerada, dificultando cada vez mais o pagamento,  explica. (Com SPC Brasil).

fonte:  tribuna de Cianorte

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